Domingo, 20 de Maio de 2012

Solenidade da Ascensão do Senhor














 
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
 
Naquele tempo, Jesus apareceu aos Onze e disse-lhes: «Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura. Quem acreditar e for baptizado será salvo; mas quem não acreditar será condenado. Eis os milagres que acompanharão os que acreditarem: expulsarão os demónios em meu nome; falarão novas línguas; se pegarem em serpentes ou beberem veneno, não sofrerão nenhum mal; e quando impuserem as mãos sobre os doentes, eles ficarão curados». E assim o Senhor Jesus, depois de ter falado com eles, foi elevado ao Céu e sentou-Se à direita de Deus. Eles partiram a pregar por toda a parte e o Senhor cooperava com eles, confirmando a sua palavra com os milagres que a acompanhavam.

Comentário:

Pela sua Encarnação o Filho de Deus desceu do Céu, fez-se homem, assumindo assim a condição de servo, e humilhou-Se ainda mais, obedecendo até à morte e morte de cruz; mas por isso Deus O exaltou, ressuscitando-O de entre os mortos e fazendo-O participar da sua glória, sentando-O à sua direita e dando-Lhe o nome que está acima de todos os nomes, o nome divino de Senhor: à humilhação na sua vida mortal corresponde agora a exaltação, que na Ascensão claramente se manifesta e nos milagres que se lhe hão-de seguir na vida da Igreja.

In: Secretariado Nacional de Liturgia

Sábado, 19 de Maio de 2012

Catequese 14: Eucaristia, Festa da Vida

Esta sessão teve como objectivo de preparar uma festa. Todos gostam de festas, pois são um tempo de descanso, uma ocasião de convívio e proporcionam descontracção. Portanto, sem festas não há vida humana.
Para os cristãos há um acontecimento que contribuiu para a vida de todas as pessoas: a morte e ressurreição de Cristo que festejamos na Páscoa. No entanto, este acontecimento é celebrado muitas vezes durante o ano: na Eucaristia. 
Lemos então  Anáfora IV tentamos responder a seguinte questão:
Como é que torna presente o acontecimento que nos salva?
a) Vimos que Cristo se entregou por nós na sua morte, um acto de amor em que Ele dá a vida por nós pela remissão dos pecados.
b) O pão e o vinho fazem parte duma boa refeição. A refeição é para unir as pessoas. A Última Ceia celebrou-se pela altura da festa da Pascoa que para os judeus é a festa da libertação do Egipto e para o cristão é a festa da libertação do pecado. 
c) No que diz respeito ao ministro da celebração, só o sacerdote pode celebrar a Eucaristia por recebeu o sacramento da Ordem em que foi consagrado para isso e no qual Jesus passa a agir por meio dele.
d) Encontramos sinais de acção de graças, pois Jesus "abençoou" o pão e "deu graças" pelo vinho. Em grego 'acção de graças' diz-se 'Eucaristia'.
Resumindo tudo, a Eucaristia é a festa da vida e por isso o cristão deve participar regularmente e activamente na Eucaristia.
Desta vez terminamos a nossa sessão com uma oração num local diferente: frente ao sacrário!


Corpo de Cristo,
gerado para nós, por Maria:
Todos: A Ti louvor e glória para sempre.

Corpo de Cristo,
sacrificado sobre a cruz:
Todos: A Ti louvor e glória para sempre.

Corpo de Cristo,
ressuscitado do sepulcro:
Todos: A Ti louvor e glória para sempre.

Corpo de Cristo,
oferecido por nós na Eucaristia:
Todos: A Ti louvor e glória para sempre.

Sangue de Cristo,
preço da nossa libertação:
Todos: A Ti louvor e glória para sempre.

Sangue de Cristo,
selo da nova aliança:
Todos: A Ti louvor e glória para sempre.

Sangue de Cristo,
Bebida da vida eterna:
Todos: A Ti louvor e glória para sempre.

Sangue de Cristo,
Oferecido por nós na Eucaristia:
Todos: A Ti louvor e glória para sempre.

Dia da Mãe 2012

Dia 6 de Maio festejamos durante a Eucaristia o dia da Mãe. Foi uma celebração linda e comovente. O Roberto introduziu a celebração com os seguinte texto:

Estamos hoje reunidos para celebrar o Dia do Senhor em comunidade cristã. Hoje veremos como as primeiras comunidades viviam em unidade uns com os outros seguindo o mandamento de Jesus: “que vos ameis uns aos outros como Eu vos amei”.
Para nos ajudar a conseguir ser verdadeira comunidade, Deus concede-nos a companhia e o exemplo de um ser verdadeiramente maravilhoso, que também hoje queremos homenagear. São as nossas mães, mulheres através das quais chegamos ao Céu, pois à semelhança de Maria, que revelou Deus na sua plenitude aos homens, pela encarnação de Seu Filho Jesus Cristo, as mães são chamadas por Deus para também O dar a conhecer a cada filho, pela sua doação total e pelo seu amor infinito.
Louvemos ao Senhor por este Dom de Vida que são as mães e celebremos com alegria!

Não nos esquecemos das nossas mães da nossa comunidade, mesmo as que já partiram deste mundo com a seguinte prece:

Pelas mães de todo mundo e, sobretudo da nossa comunidade paroquial, mesmo as que já partiram para junto do Pai, que continuem a ser a fonte de amor, de dom, de vida e de paz para os  seus filhos, oremos ao Senhor.

Por fim, o Cláudio e o Alexandre, catequizandos do 3º ano, leram uma linda mensagem:

Mãe! Hoje quero dizer-te algo especial e belo. Mas, sabes mãe, não sei por onde começar! Não sei o que dizer! Como posso falar de ti? Jamais encontrarei as palavras certas para dizer o que significas para mim; não existem expressões capazes de descrever fielmente o ser maravilhoso que tu és!
Por isso, resolvi revelar-te um segredo! Quando olho para ti, mãe, sabes quem me fazes lembrar? Nunca te tinha dito, pois não? Fazes-me lembrar Jesus! Sim, Jesus! E sabes porquê? É simples!
Tu és a pessoa mais parecida com Ele que conheci em toda a minha vida. Foi através de ti que eu conheci a Deus e não mais duvidei do seu amor. É em ti que hoje e sempre o reconheço e sinto que Ele está comigo, me ama e me protege. Pelo teu inexcedível amor maternal, pela tua infindável ternura e pela tua capacidade de doação total a cada filho, tu és verdadeiro rosto de Deus; és pedaço de céu onde encontro a paz e renovo a minha esperança.
Quando estou triste é no teu olhar que vislumbro a luz que me indica o caminho; quando estou cansado é no teu colo que repouso e restauro as minhas forças; quando não sou o filho que tu querias que eu fosse é em ti que encontro o perdão; quando estou perdido é nas tuas palavras que encontro as respostas de que necessito; quando estou feliz é no teu sorriso que vejo a mais bela expressão da minha alegria.
 És para mim fonte inesgotável de vida; Dom de Vida plena, descoberto no encanto de cada gesto teu. Por isso, gozando ainda a alegria de te ter junto a mim ou vivendo já na saudade que a tua partida deixou, tu és e serás sempre o penhor da minha alegria, a mulher que me deu a vida e me ensinou a viver, amando a Jesus no colo fecundo do teu amor.
Nada nunca nos separará, nada mudará o que nos une, porque as forças que me prendem a ti são eternas, são do céu e não da terra!
Para ti mãe, ficam estas palavras. Fica também a lembrança que de seguida receberás. É pouco e simples, mas sei que nela encontrarás refletido tudo o que sinto por ti na beleza indescritível do teu rosto, rosto que me faz SUBIR, SUBIR, SUBIR… ao mais alto de uma VIDA, QUE TU ME DESTE E ME CONTINUAS A AJUDAR A DESCOBRIR !

Como lembrança, as mães dos catequizandos receberam uma rosa branca e um postal. Todas as mães da nossa comunidade receberam uma pequena lembrança.

Catequese 13: Ele está no meio de nós

"Onde estiverem dois ou três..."

Na última sessão os catequizandos deviam descobrir a razão que os leva a contribuir activamente para a vida da comunidade cristã a que pertencem.
Nesta sessão analisamos a as palavras de Jesus para responder a esta pergunta.
O primeiro texto é retirado do Evangelho segundo São Mateus (Mt 18, 19-20). Neste texto vimos que nós estamos em catequese em nome de Jesus. O mesmo acontece em todas as comunidades cristãs. Portanto, no centro da comunidade está Cristo e por isso chama-se comunidade cristã. O que é específico de Cristo é o seu amor. Ele mandou-nos para nos amar uns aos outros. Ele mesmo viveu esse amor, entregando-se por todos. Numa comunidade tem de haver esse amos, se não Jesus não está no meio de nós e em nós. Podemos ver na primeira parte do texto o poder da oração em comunidade. Se estivermos unidos a Jesus tudo o que pedirmos a Deus obteremos.
De seguida analisamos um excerto dos Actos de Apóstolos (Act 4, 32-37) para ver outras características de uma comunidade cristã, nomeadamente a de Jerusalém. A partir deste texto concluímos que os primeiros cristãos procuravam cumprir o Mandamento Novo e as Bem-aventuranças, pois partilhavam os bens e viviam em fraternidade. Esta partilha é consequência da fé comum no Senhor e é uma decisão livre. As comunidades cristãs de hoje vivem desta partilha, durante certos tempos do ano litúrgico em que se apela à partilha de bens. 
Mas os primeiros cristão também enfrentaram dificuldades. Vimos isso noutro excerto dos Actos de Apóstolos (Act 6, 1-6) Os helenistas eram cristãos que viviam fora da Palestina e não falavam aramaico, só grego. Eles reuniam-se entre si. Os cristãos hebreus, que falavam aramaico, reuniam-se entre si. Este facto criou mal-estar entre as comunidades. Portanto, decidiram que os cristãos helenistas elegesses uma direcção de 7 homens para organizar e dirigir a comunidade. Assim surgiu um novo serviço na Igreja: os diáconos que têm como missão promover e orientar a ajuda aos mais pobres. Além disso, formaram-se outros serviços:
a) ministérios ordenados: bispos, presbíteros ou sacerdotes e diáconos (ordenados através da imposição das mãos)
b) ministérios não ordenados: catequistas, leitores, acólitos, ...
É através deles que Jesus se torna mais presente entre nós.
De seguida, lemos a biografia de D. Hélder Câmara que foi um homem que alimentava a sua fé em Deus e o seu empenho pelos pobres, com uma constante oração, a exemplo de Jesus.
Finalizamos a sessão com as nossas respostas às questões do catecismo e tentar pô-las em pratica.

Domingo, 29 de Abril de 2012

Catequese 13: Ele está no meio de nós

A Alegria de Viver em Comunidade

Hoje iniciamos com uma reflexão sobre a nossa família respondendo às seguintes perguntas:
1. Como é constituída a tua família?
2. Todos os membros da família têm as mesma responsabilidades?
3. Para que reine a paz e a harmonia que é necessário fazer?
Vimos então que se não houvesse famílias a sociedade acabaria. E para crescermos dum modo completo, precisamos do amor da família. Dentro da família todos os membros têm de contribuir com a sua quota parte. No entanto, para uma vida equilibrada não basta a família. Todos nós estamos inseridos noutros grupos, como por exemplo um grupo de amigos ou o grupo de catequese. Não conseguimos viver sozinhos, por somos seres humanos sociais. Na vida cristão acontece o mesmo. Só se é cristão inserido numa comunidade.
A partir de algumas imagens vimos várias funções de serviço existentes na comunidade cristão. Deixo aqui alguns exemplos:
visitar idosos


angariação de alimentos

leitor
ministro extraordinário da comunhão
acólitos
D. Manuel Felício, bispo da Guarda